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6º Congresso Espírita Paraense reafirma o convite de Jesus para o exercício do amor

A programação de encerramento do 6º Congresso Espírita Paraense, promovido pela União Espírita Paraense (UEP) no Hangar – Convenções & Feiras da Amazônia, em Belém, contou neste domingo (31) com uma palestra do trabalhador espírita Alberto Almeida, trabalhador do Centro Jardim das Oliveiras. Alberto abordou o tema “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”, colocação feita por Jesus Cristo no sentido de que os Espíritos encarnados, e também, desencarnados, busquem seguir os ensinamentos divinos trazidos por ele para a devida evolução moral.

Acerca dessa tema, Alberto Almeida destacou que ele trata da necessidade de compreendermos Jesus como sendo uma proposta de agir e de ser no caminho e não um lugar de pedra, um templo, onde hoje nós o encontramos. Jesus é o caminho por que ele é um percurso e, por isso, ele disse: ‘Deixai vir a mim nas minhas pegadas aquele que quiser fazer essa escolha’. Então, essa é a proposição de Jesus como Caminho”.

“Como Verdade, porque Jesus veio viver as leis naturais da vida. Elas representam, portanto, a realidade universal. São leis imutáveis, eternas. E, a partir dessas verdades, ele nos convida ao exercício do amor, vivê-las, dando sentido à existência, à vida. Porque a verdade sem a vida, ela pode nos deixar estéreis, ela pode nos deixar colapsados, conhecendo sem concretizar na ação, na atitude. O exercício da ação é dar, pela via do amor, qualidade à vida. Então, Jesus é o Caminho que conduz à Verdade, cristianizando a Vida, na fala do Espírito Emmanuel”, disse Alberto.

A Doutrina Espírita, inclusive, dá uma contribuição significativa para entendimento e busca de superação do contexto em que se encontra a humanidade, marcado pela polarização política, econômica e religiosa, por exemplo. A Doutrina dos Espíritos tem como foco o estabelecimento de uma convivência fraterna entre os Espíritos encarnados. Alberto Almeida observou que esse momento perturbador pode resultar em aprendizado para os Espíritos a fim de se aperfeiçoarem no relacionamento entre si, e, assim, poder avançar na trajetória evolutiva.

“Olhar a partir da bipolarização uma síntese que possa nos ensejar a aprender e alcançar uma perspectiva de nível superior. O Espiritismo não é nem de direita, nem de esquerda, nem de centro. Ele é do alto. Nós, seres humanos, nos agrupamos aqui ou acolá de conformidade com o nosso nível de consciência. O Espiritismo nos ajuda a avaliar e analisar, segundo as leis da vida, o que mais está pertinente com o nosso nível de percepção existencial, com o nosso nível de consciência. E aí passarmos a interagir, fazendo naquele lugar as transformações que são cabíveis, porque ainda não chegamos na perfeição. Nem os polos, nem o centro têm a realidade. Os polos, porque estão nas extremidades e o centro porque está em cima do muro, que às vezes é pior de que estar num dos polos”.

“Então, o Espiritismo nos convida a pensar altaneiramente o que é que é melhor para minha vida ali, onde eu estou. E, engajado socialmente, poder dar a minha melhor contribuição do jeito que eu penso, mas sempre fundada num arrasoado, numa argumentação, numa lógica que sustente a nossa percepção de vida, enquanto espíritas. Porque o Espiritismo vive com os homens, sem os homens e apesar dos homens”, pontuou Alberto Almeida.

Crianças e jovens

O 6º Congresso Espírita Paraense abriu espaços específicos para crianças e para jovens em sua realização no sábado (30) e no domingo (31) em Belém. Foram realizados o 1º Congresso Espírita da Infância e o 1º Congresso Espírita da Juventude. Alberto Almeida comemorou o momento envolvendo esses dois públicos.

“Magnífica essa iniciativa! Magnífica!. Nós temos visto essa experiência noutros estados, vitoriosa, e ela abre espaço para que possamos construir um adulto de amanhã mais lúcido, mais operoso, mais dedicado, mais engajado, mais integral, mais refinado, portanto. Então, a juventude e a infância são duas áreas do conhecimento etário em que nós precisamos investir. Então, a União Espírita de Aparência está vitoriosamente colocada nesse momento, e eu me encho de júbilo de saber dessa iniciativa que não deve, de modo algum, arrefecer”, afirmou Alberto Almeida. Esse orador e escritor autografou livros dele na área da Livraria da UEP no 6º Congresso Espírita Paraense.

DECOM | UEP