Evento começou nesta quinta (4) no Lar de Maria com 137 participantes do Brasil
O 23º Fórum Nacional de Arte Espírita (Fenae) começou na tarde desta quinta-feira (4), na sede da Instituição Espírita Lar de Maria, em Belém, com os participantes reunidos em uma roda de carimbó e dança do povo indígena Ticuna no Salão Central Oly de Castro. Essa atividade simboliza o respeito que cada Espírito deve ter com os povos que habitam o Planeta Terra, considerando a ancestralidade de cada ser, das sociedades em geral e como os seres se conectam espiritualmente. Esse aprendizado envolve a descoberta da realidade de cada cidãdão na sua trajetória evolutiva por meio de reencarnações possibilitadas por Deus. Esse aprofundamento do propósito de vida é justamente viabilizado pela arte espírita.
Até este sábado (6), os 137 participantes do 23º Fenae, promovido pela Associação Brasileira de Artistas Espíritas (Abrarte) em parceria com a União Espírita Paraense (UEP), vão dispor de uma programação repleta de atrações doutrinárias, artísticas e culturais, à luz da Doutrina Espírita.
Sílvia Schober Gonçalves, presidente da Abrarte, destacou que o evento serve para o estudo da arte espírita, o fazer artístico e a própria Doutrina Espírita. ”O propósito é esse, a gente estudar mesmo a arte espírita com base na doutrina”, reitera. Desse processo participam artistas, trabalhadores e dirigentes de casas espíritas e interessados em geral. Essa oportunidade de aprendizado abrange oficinas interativas, espaços de debate e rodas de conversa. “A gente tem os nossos painéis interativos, onde os próprios artistas e os fazedores de arte espírita acabam compartilhando momentos de experiências próprias”, repassa Sílvia. Ela informa que crianças participam do Fenae, evento pela primeira em andamento em Belém, na Amazônia, e possui com tema central “Corpo, Mente e Espírito – As Potências do Ser na Arte”.

A partir desse tema, serão feitas abordagens e debates acerca do “quanto que essa nossa convivência social impacta tanto na nossa arte quanto na nossa espiritualidade e na evolução do ser”, como frisa Sílvia Schober.
Sobre a arte espiritual, a presidente da Abrarte ressalta: “Nós somos trabalhadores, nós estamos em centros espíritas, nós estudamos a doutrina, então, a nossa proposta é fazer com que todas essas linguagens artísticas tenham como base toda essa reflexão, e a que a própria Doutrina nos traz. O nosso objetivo é fazer com que aquilo que a gente canta, aquilo que a gente encena, pinta, dança, reflita exatamente essa busca interior, dessa evolução espiritual que Jesus e Kardec nos propõem a fazer”, diz Sílvia Schober.
Ela integra o grupo musical Vozes do Amanhã, da região de Campinas (SP). Sílvia diz que “as canções primeiro precisam refletir em mim”. Têm de ser verdadeiras como mensagens a todos, o que inclui os próprios artistas espíritas.
“A arte espírita traz um certo incômodo, porque ela vai conversar comigo naquilo que eu mais necessito, sobre a minha jornada, o meu próximo passo, sobre a vida que eu estou . Né? Então, às vezes eu preciso, preciso refletir sobre a minha jornada, sobre o meu próximo passo, sobre com eu encaminho a minha vida”, salienta Sílvia.
A arte espírita tem uma relação direta com a mediunidade e com a evangelização – o artista (médium) acaba sendo um canal de interação entre espíritos encarnados e desencarnados. E as linguagens artísticas são utilizadas pelos evangelizadores nas casas espíritas. A Abrarte está, inclusive, lançando o livro “A Evangelização Espírita através da Arte”. Informações sobre a Abrarte podem ser obtidas em: https://www.abrarte.org.br/ .

Conexão
Jucimara Passos, da Coordenadoria de Arte da UEP, atua como coordenadora local do 23º Fenae, dividindo essa tarefa com Marize Azeredo e Jordânia Modesto, “Esse evento é superimportante e disruptivo, porque é um Fórum Nacional de Arte Espírita. É um momento de conexão, muita troca, para o fortalecimento da arte espírita no Norte do Brasil”, diz Jucimara.
“A grande contribuição da arte espírita para o desenvolvimento do ser é nos tornar cada vez mais pessoas de bem, por meio de ações belas e boas, e lembrando que todo artista é um médium das belezas eternas. Toda pessoa e o artista ainda mais. Ele tem esse compromisso com leveza, com sensibilidade e com muito amor”, complementa, Trabalhadores espíritas dos municípios de Cametá, Ananindeua, Barcarena, Redenção, Belém, Tucuruí e São Miguel do Guamá.

A artista visual Jô Benevides, diz que se encontra na arte espírita. “Eu fiz dela o meu foco. Eu não consigo ser uma artista comum, no sentido de lá fora e na casa espírita; não, é aqui, na casa espírita, e daqui para fora”, salientou.
A programação de abertura do 23º Fenae contou com apresentação do Grupo de Dança do MELB; a cantora Guta Pina e os músicos José Oliveira e Elias Neto e mais a dupla Everton Martins e Max, entre outras atrações.
Decom | UEP
