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Sandra Borba ensina como desenvolver a gratidão a partir de um novo olhar sobre a vida à luz da Doutrina Espírita

De maneira bem-humorada, a trabalhadora espírita Sandra Borba, também deixou o seu recado aos participantes do 6º Congresso Espírita Paraense, abordando o tema “Gratidão e Paz”. Em sua palestra, na manhã do domingo, 31 de maio, ela afirmou que é possível desenvolver a gratidão a partir de um novo olhar sobre a vida à luz da Doutrina Espírita.

Segundo a palestrante, a Doutrina Espírita tem um conteúdo que amplia a capacidade do indivíduo de observar, sentir e fazer uma leitura da vida. “É preciso entender que a Doutrina Espírita nos dá uma leitura de vida. Diz Emmanoel, em sua mensagem de número 60, do livro “Vinha de Luz”, que eu intitulei “Nosso patrimônio”, ou seja, ele lista, pelo menos umas 15 afirmativas, que mostram como nós espíritas temos um conteúdo de compreensão de vida amplo muito acima da média do povo. Sobre a morte, sobre as antipatias, sobre as nossas responsabilidades, sobre as doenças, sobre as possibilidades”, disse a palestrante.

“Fomos criados simples e ignorantes, destinados à perfectibilidade desde o começo até a finalidade, mas o grande problema é o meio de campo, representado pelas experiências reencarnatórias, que são os nossos cenários de aprendizagens. No entanto, como diz o cancioneiro espírita paraibano, “um dia todos nós seremos anjos no planeta onde o amor há de reinar””, acrescentou.

Visão ampliada – Segundo Sandra Borba, a visão que a Doutrina Espírita nos apresenta amplia a compreensão da vida, mas para desenvolver a gratidão é necessária uma coisa importantíssima, o espírito empreendedor de mudanças.

Conforme disse, costuma-se dizer, de modo geral, que o Espiritismo esclarece e consola. “Eu, como sou muito enxerida, acrescentei mais uma palavra: O Espiritismo esclarece, consola e propõe, porque se ficar só no esclarecimento e na consolação, pode estabelecer a preguiça. Qual é a grande proposta que está no Evangelho para nós? “Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que faz para domar suas más inclinações” (Capítulo XVII Sede perfeitos – Os bons espíritas – O Evangelho segundo o Espiritismo). Como eu tenho uma inveja de Kardec, como ele consegue sintetizar uma proposta imensa, objetivo, método e conteúdo, tudo somente nessa frase”, argumentou Sandra Borba.

Ela alertou que o espírita precisa se apropriar desse ensinamento porque quando chegar do outro lado e comparecer perante o tribunal da consciência, não vão perguntar que casa espírita ele frequentou, ou se aplicou muitos passes, assistiu muitas reuniões ou quantas crianças evangelizou ou palestras assistiu. “A pergunta será: “Tudo o que você fez e estudou ajudou a transformá-lo numa pessoa melhor? Eu gosto dessa falta de protocolo do plano espiritual, eu acho linda. Aqui, a gente é tudo protocolar, mas lá não. Chegou, só tem essa pergunta: “E aí? O que foi que fez? Melhorou? Domou as suas más inclinações criatura divina?”, alertou Sandra Borba.

Otimismo e empatia – Outro ponto importante, segundo ela, é o otimismo. “Quem é otimista aqui?”, perguntou à plateia. “Já vi que tem um bocado de pessimista, que tristeza. O pessimista é aquele que você, como otimista ou tentando ser, diz “meu irmão, a esperança é a última que morre”, aí ele diz, “mas morre”. Ele é triste, o pessimista acaba com a gente”, detonou.

Ela contou que, em suas andanças pelo Brasil, sempre usava a expressão “a gente vai até o fundo do poço e sobe”. Aí alguém perguntou se eu sabia por que subia, eu disse não e ele respondeu: “porque no fundo do poço tem uma cama elástica”. Eu achei o máximo”.

Também é fundamental para desenvolver a gratidão, exercer a empatia no sentido de desenvolver a compreensão do outro. “Tentar compreender o que o outro está sentindo. Por exemplo, eu me senti muito feliz ontem porque um amigo meu lá de Natal, disse assim: “Sandra, se vai pra Belém? Vai comer filhote”. E alguém me perguntou aqui “quer comer filhote?”. Respondi “quero”, comi o filhote de duas formas e, quando cheguei no hotel, a primeira coisa que fiz foi dizer ao Bruno: “comi filhote. Os irmãos aqui são médiuns e conseguiram entender a mensagem””, exemplificou.

Exercícios – Para desenvolver a gratidão, Sandra Borba ensinou também um exercício de matemática: contar as bençãos. “Vida, saúde, família, trabalho, amigos são exemplos de bençãos que todo mundo vai ter o compromisso de contar a partir de agora”, propôs.

Outra sugestão é fazer a visita da gratidão, que é visitar pessoalmente, telefonar ou enviar mensagem para aquela pessoa que faz tempo que a pessoa não vê. “Vai dizer a ela que gosta dela, que tem carinho, que tem agradecimento. Isso é um exercício fundamental para nós”, afirmou.

Vantagens da gratidão – Sandra Borba apresentou, por fim, as vantagens que a gratidão traz para o ser humano. “Nos tornamos pessoas mais leves, agradáveis, mais otimistas, mais reconhecidas pelas pessoas, pela vida, fortalece os laços de amizade, melhora a saúde mental, traz alegria, dá sentido e propósito de viver pela valorização da vida. Nada de vazio existencial, pelo contrário, tem significado especial e, como diz Emmanoel, o espírita tem que bendizer não só as bençãos da alegria, mas também as bençãos da dor. Temos a imaturidade de agradecer somente as alegrais, as conquistas. Sobre as coisas que pensamos ser ruins para nós, temos que pensar que Deus reservou algo melhor para nós”, orientou.

Ela lembrou frase da escritora surda-cega Helen Keller, que disse que quando Deus fecha uma porta abre janelas. “O problema é nos fixamos na porta, ou seja, a gente não vê as bençãos, se fixa nas dores. Muitas vezes, a vida vai nos libertando e a gente vai criticando a vida. Com o Espiritismo, nós aprendemos a bendizer inclusive as dores e sofrimento porque nos ensinam a entender as causas atuais e as causas anteriores das aflições.

Concluindo, Sandra Borba, citou, ainda, a frase de Paulo em sua carta aos filipenses: “Regozijai-vos sempre, orai sem cessar, em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo. “É a carta da alegria, na qual ele diz que temos que cultivar permanentemente a alegria no Senhor”, observou.

Mas, conforme Sandra Borba, ela prefere o que Paulo disse na carta aos Efésios: “Dai sempre graças por tudo ao nosso Deus e Pai”, que convida a manter um coração grato em todas as ocasiões, reforçando essa atitude de louvor como uma expressão constante de fé e reconhecimento do cuidado divino.

DECOM | UEP