Ao abordar o tema central do 6º Congresso Espírita Paraense “Caminhos para a Felicidade”, o médico Alberto Almeida disse que o indivíduo que encontra o caminho da felicidade é aquele que faz conexão com Deus e vence a si mesmo sempre observando o que pode aprender com as experiências da vida.
Ele citou, como exemplo, o caso de duas mulheres entrevistadas por uma emissora de televisão, que haviam perdido suas casas numa enchente. A primeira disse ao repórter: “perdi a minha casa, resultado do trabalho de 30 anos”, enquanto a outra respondeu “perdi a minha casa, mas estou viva”. Duas mulheres passando pela mesma situação, mas com olhares diferentes.

E assim, Alberto Almeida apresentou os quatro caminhos que a humanidade percorre em busca da tão sonhada felicidade, ressaltando que tudo começa na família.
Conforme o palestrante, a família não faz o acolhimento do filho como ser espiritual, considera apenas o corpo físico, analisa apenas do ponto de vista material, sendo que para além do corpo existe um ser imortal e tudo tem a ver com o que ele fez outrora. “Incentivam a competitividade, a perseguir o sucesso, quando o certo é acolhê-lo como espírito”, comentou. “Então, formam um ego que não é dele, um eu humano diferente do eu espiritual”, observou.
É assim que surgem as pessoas que acreditam que, para alcançar a felicidade é preciso ser melhor em tudo, e ter fama e sucesso. Mas quando chegam ao topo, tornam-se infelizes, mergulham no mundo das drogas, adoecem mentalmente e até cometem suicídio, como já aconteceu com muitos desportistas e artistas em todo o mundo, por exemplo.
“Isso ocorre porque a criança cresce sendo pressionada pelos pais para ser sempre melhor do que os outros. Se tira uma nota razoável, é cobrada em vez de receber elogio, valorização do esforço e estímulo para melhorar na próxima avaliação”, explicou.

Outro grupo de pessoas, conforme o palestrante, crê que a felicidade é viver sendo subserviente, ou seja, dispor-se de forma excessiva e, muitas vezes, humilhante a obedecer, a servir ou agradar alguém, enquanto outras buscam o bem-estar interior, ausentando-se de grupos sociais e vivendo à margem da sociedade. Pensam que basta estar conectado a Deus para não ser infeliz.
Por isso, para ele, a figura mais importante é a família, para mostrar que o que vale mais é o ser e não o ter, e viver de forma equilibrada, feliz e conectado com a Divindade a partir dos laços de amor. “A felicidade é um jeito de ser, o jeito de ser é a observância das leis de amor e a observância das leis de amor são as bem-aventuranças. Ser feliz não é uma escolha sazonal. É uma escolha de viver o bem. E quem vive o bem está conectado, portanto, com as forças cósmicas que nós chamamos de Deus”, afirmou Alberto Almeida.
DECOM | UEP
