O presidente da Federação Espírita Brasileira (FEB) aproveitou a tarde de sábado (30),em Belém, para se reunir com jovens no Hangar – Convenções & Feiras da Amazônia, como parte do 1º Congresso Espírita da Juventude. Esse evento integrou a programação do 6º Congresso Espírita Paraense, que prossegue neste domingo (31), sob a coordenação da União Espírita Paraense (UEP). E o encontro de Godinho com rapazes e moças abordou um tema dos mais importantes para a evolução do Espírito: o Autoconhecimento, ou seja, a chamada viagem interior.
“Esse é um processo difícil porque normalmente nós fugimos dessa realidade, porque a parte exterior nos chama mais atenção do que a interior. Mas, com o conhecimento que o Evangelho nos traz à luz do Espiritismo, e é o que Jesus nos convidou para que nós nos autoconhecermos para melhor servir, é uma reflexão que nós ao longo do tempo vamos amadurecendo, e verificamos que é mais importante nos conhecer do que conhecer o outro”. destacou Jorge Godinho.
“Isso porque o propósito da existência é justamente essa, a autoiluminação. Nós não podemos nos iluminar se nós não nos conhecermos. E o Espiritismo abre um horizonte, abre um leque tão significativo sobre esse aspecto na visão do Espírito Imortal, na visão de que a existência tem um propósito, que nós estamos aqui com uma finalidade. Estamos aqui, conforme o Espiritismo nos traz e nos elucida, para conhecer a nossa natureza, o que nós estamos fazendo aqui, qual a nossa destinação, para onde nós vamos, questões milenares que nos ajudam a esse autoconhecimento”, ressaltou.

Perdão
O Espírito possui uma vida mas com várias existências, ou seja, “pela necessidade da evolução”. Nesse contexto de estudo sobre o ser e o seu relacionamento com o outro, com a vida, o presidente da FEB esclareceu alguns tópicos levantados pela plateia de jovens. Um deles foi o da prática do perdão diante de atitudes e atos até mesmo violentos praticados por um cidadão contra outro como verificado na Terra, um mundo de provas e expiações. Situações desse tipo expõem ao ser, ao Espírito, “a necessidade da compreensão de que nada acontece por acaso e do contexto que nós estamos vivendo”.
“Nós estamos vivendo um período da Transição, um período que já foi anunciado por Jesus ao falar da separação do joio e do trigo. É um momento em que todos os Espíritos estão tendo oportunidades reencarnatórias. Nós temos entre nós Espíritos que estão reencarnando depois de centenas, milhares de anos sem reencarnar. A sua psiquê ainda é bárbara, apesar de estar com uma indumentária nova, bonita, que é o corpo que nós hoje temos, já aperfeiçoado ao longo dos milênios, mas ainda é uma psiquê bárbara”, detalhou Jorge Godinho.
“E essa oportunidade que está tendo nem sempre é aproveitada, porque matar alguém ou fazer um ato atroz, para ele, aquilo é tão natural que ele não se incomoda tanto, diferente de nós que já tivemos outras oportunidades ao olhar isto nos sentimos assim, sentimos que é um ato atroz”.
“Mas a misericórdia divina dá-nos o direito de compreender que o ato bárbaro de outro ainda é peculiar a um Espírito bárbaro, e que nós devemos olhá-lo com misericórdia, porque nessa visão do Espírito imortal sabemos que não tem nada por acaso e nós estamos diante de uma existência da colheita que é uma colheita obrigatória. E ao mesmo tempo de um plantio livre. Então, o que é vítima hoje pode ter sido algoz no passado, como o algoz de hoje será vítima no futuro”, salientou o presidente da FEB.
A convivência de uma pessoa com seus próprios erros na vida foi outro assunto tratado por Jorge Godinho e a plateia do 1º Congresso Espírita da Juventude. Ao cometer um erro no dia a dia, o Espírito encarnado não deve permanecer se culpando pelo procedimento cometido. “Você tem que se amar primeiramente, tem que se autoperdoar, e ter boa vontade para consigo mesmo. É a visão de que nós não somos perfeitos, nós somos Espíritos perfectíveis, que quando erramos devemos tirar do erro o melhor ensinamento”.
DECOM | UEP
