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6º Congresso Espírita Paraense: busca pela felicidade começa no interior do ser

Como uma das inovações no 6º Congresso Espírita Paraense, em andamento no Hangar, por iniciativa da União Espírita Paraense (UEP) em sintonia com a Federação Espírita Brasileira (FEB), o 1º Congresso Espírita da Juventude contou com dois importantes momentos na manhã deste sábado (30). O primeiro foi um encontro entre a evangelizadora e escritora Sandra Borba, uma referência na Evangelização Espírita, acerca do tema “Felicidade Real”. E, como segundo momento, os jovens se reuniram com Cirne Araújo e Geraldo Campetti, dirigentes da FEB, para trocar ideias sobre o tema “Ação no Bem”.
Por meio de uma conversa consistente e ao mesmo tempo bem-humorada, Sandra Borba provocou a plateia a refletir sobre o que, de fato, consiste a felicidade real, ou seja, aprofundar o olhar sobre sentimentos, pensamentos e vida em sociedade, à luz da Doutrina Espírita. “Na verdade, a gente entende que a felicidade plena é alguma coisa que a gente ainda não tem condições de alcançar, pelas condições planetárias e pelas nossas próprias condições na Terra. Então, nós falamos da felicidade possível. E a felicidade possível é uma conquista”, destacou a facilitadora.

Foto: Adriano Nascimento


“É uma conquista, principalmente, pelo esforço da criatura humana, considerando que nós, criados simples e ignorantes, temos a perfectibilidade como desafio. E esse processo é nosso. Ou seja, nós somos os artífices, nos encaminhando para esse processo evolutivo, cada vez mais nos comprometendo com a nossa melhoria, com o nosso progresso intelecto-moral”, pontuou.
Aos jovens, Sandra ressaltou o trecho de “O Livro dos Espíritos” em que na questão nª 614 os Espíritos respondem a Allan Kardec sobre o que se pode entender sobre Lei Natural: “A lei natural é a lei de Deus. É a única verdadeira para a felicidade do homem. Indica-lhe o que deve fazer ou deixar de fazer, e ele só é infeliz quando dela se afasta”. A Lei de Deus, que e imutável, encontra-se gravada na consciência do ser, do Espírito.
A felicidade, como salientou Sandra Borba, envolve três aspectos: paz interior, isto é, a consciência tranquila; a fé na justiça de Deus e a valorização do que se tem. “Valorizar o que nós temos, porque nós temos uma dificuldade imensa. A gente está sempre querendo coisas que a gente não tem e tudo que não temos é o melhor. Então, a gente tem que aprender a ter um olhar de gratidão pela vida. É uma condição indispensável à conquista da felicidade possível a gratidão”, arrematou.
Rosana Paes, 22 anos, atua com design gráfico, e gostou da reunião com Sandra Borba no 1º Congresso Espírita da Juventude. “Foi Ah, foi incrível! Realmente, é muito incrível, falou assuntos profundos, assuntos, aspectos que a gente sente nesse crescimento, principalmente eu que estou nessa fase dos 20 anos. Então, tem a famosa crise dos 20 e tem muita dessa dúvida do que é felicidade, o o que é viver e é realmente algo nessa parte de se encontrar. Algo que eu gostei que ela falou é que felicidade é o que faz realmente a gente bem, buscar o caminho que a gente leva para uma felicidade saudável, o caminho da paz, da harmonia interna”.
Empatia
Geraldo Campetti e Cirne Araújo, que atuam na Vice-presidência da FEB, tiveram também um encontro amoroso com os jovens no Hangar. Geraldo disse que a oficina com esse público trabalhou o desenvolvimento da empatia. “A gente tem aquele processo de se colocar ao lado do outro por meio de uma escuta ativa, de um olhar ativo, de a gente poder ser companheiro, ser amigo, ser parceiro, ser aquele que está disposto e disponível para poder ajudar, para fazer o melhor ao alcance”.

Foto: Adriano Nascimento


“Então, foi desenvolvida uma técnica muito interessante, que é um Mapa de Construção da Empatia, colocando exatamente assim o comportamento: Como é que eu vejo? Como é que eu escuto? Como é que o outro vê? Como é que o outro escuta? Como é que eu me comporto? Quais atitudes eu posso ter? E aí eles foram levando as várias questões. Teve uma questão alta que foi a questão do perdão. Quando se traz um valor desse é porque a gente vê que há necessidade desse valor, desse sentimento ser colocado no dia a dia”, pontuou Campetti.
Já Cirne Araújo destacou como a Doutrina Espírita contribui com esse processo de vivência positiva por parte dos jovens. “É importante nós trazermos sempre a reflexão doutrinária, e a referência sempre é Jesus. Na oficina, nós trabalhamos a questão da empatia, no sentido de que nós precisamos cada vez mais prestarmos atenção nas pessoas que estão à nossa volta, não sermos tão egoístas, focados em nós mesmos, nas nossas necessidades. E a juventude ela tem um potencial enorme nesse sentido”, disse.
“A juventude espírita vem trilhando um caminho bastante bonito, interessante, e nós confiamos muito na renovação que a juventude vem trazendo na vivência do Evangelho, nas oportunidades que a doutrina tem oferecido, no sentido de renovar, de levar o jovem também a refletir, refletir sobre a sua vida. Eu não posso estar feliz se internamente eu estou em conflito, mas também de olhar o outro que está ao meu redor, as minhas relações e o que eu estou fazendo para que essas relações sejam as melhores possíveis. Por isso, que a doutrina nos oferece a questão da felicidade no amor ao próximo e na vivência evangélica”, concluiu Cirne Araújo.

Decom | UEP